{"sf1_id":614252,"sf2_id":null,"title":"Você foi aprovado.","author":"Yure16","words":1614,"posted_at":"2013-11-16T00:50:00.000Z","tags":["Avians","Bovines","Canines","Chubby","Cubs / Young Characters","Felines","Females","Lapines","Males","Mammals","Prey Species","Scenes – Tribal","Size differences (1-3 feet)","Story Driven"],"url":"https://fse.anthro.fr/stories/614252-voce-foi-aprovado","original_url":"https://sofurry.com/view/614252","image_url":"https://www.sofurryfiles.com/std/thumb?page=614252\u0026ext=.jpg","description":"Anterior: https://www.sofurry.com/view/611859\nPróxima: https://www.furaffinity.net/view/12253941/","content":" Percival começou a refletir\nsobre as questões. Além do básico das técnicas de exploração, a\nprova também tinha questões sobre geologia. Percival começou a\nresponder as questões em sua mente, lendo cada uma delas e\npreparando o que dizer para o orientador. Enquanto isso, Mimo, que havia\npego uma prova diferente, lia nervosamente cada questão. Ele nunca\nhavia participado de uma exploração antes nem nunca havia estudado\nnada dessa natureza. Além disso, ele não conhecia geologia. Pelo\nmenos, as questões eram de múltipla escolha, então, para cada\nquestão, ele tinha vinte e cinco por cento de chance de acerto. Percival aproximou-se do macaco\ne deu-lhe a prova.- Quais as respostas para cada\nitem? - perguntou o macaco. Percival recitou as respostas.\nO macaco assentiu e deu-lhe um placar de quarenta e seis. Percival\nafastou-se e voltou ao seu lugar, ao mesmo tempo que Mimo, andando à\npassos lentos, aproximou-se tremendo do outro macaco que, apesar de\nadulto, era menor que ele.- Quais as respostas para cada\nitem? - perguntou o macaco. Mimo olhou a prova novamente e\nchutou as respostas, respondendo tudo aleatoriamente. O macaco\nassentiu novamente e deu um placar de trinta e quatro a Mimo, que\ncomeçou a andar de volta ao seu lugar.- Ei, moleque! - disse o macaco. Mimo congelou.- Esqueceu de me entregar a\nprova - continuou o avaliador.- Ah... perdoe... - Mimo voltou\ne entregou a prova ao avaliador para só então voltar ao seu lugar\nna multidão. O tempo passou devagar.\nEventualmente, todos haviam respondido e entregado as provas. O\navaliador analisou os placares que ele havia dado, a partir de sua\nmemória.- Todos aqueles que tiraram um\nplacar abaixo de vinte podem voltar pra casa - ele anunciou. Grande parte dos participantes\ndeixou o lugar. Apenas seis ficaram. O macaco entregou a esses seis\noutra prova.- Mesmo processo - ele disse.\n- Apenas respondam. Isso é para checar se vocês não estão se\naproveitando da minha memória para sustentar um placar que não lhes\ndei.- Por que não usar uma pena\npara anotar o placar de cada um? - perguntou uma garça, que havia\nficado.- Estás louca? Anotar o placar\nde todos aqueles ignorantes me consumiria muita tinta. A garça ficou ofendida com a\nlinguagem do avaliador, mas aceitou. Novamente, Percival, Mimo e os\noutros quatro participantes responderam a prova. Mimo, como antes,\nfazendo tudo às cegas. Nervoso e ansioso pelo fim,\nMimo foi o primeiro a declarar que havia respondido as questões,\ncinco minutos após a entrega. O símio avaliador olhou Mimo com ar\nde desconfiança e perguntou:- Já?- Sim, senhor - respondeu\nMimo. \"Nossa, ele deve ser muito\nbom...\", pensou Percival, o qual ainda estava na metade. O\navaliador pegou a prova e chamou Mimo em particular, longe dos\noutros, e perguntou:- Qual a resposta para cada\nitem? Mimo chutou as respostas\nnovamente. O símio assentiu, dando-lhe um placar de vinte e seis.- Você foi aprovado - ele\ndisse. - Só é uma pena que os seis melhores tenham sido os únicos\na conseguir um placar acima de vinte. É uma nota baixa. Mas ainda\nassim melhor que a nota da grande maioria. Mimo não estava mais prestando\natenção depois de ouvir que havia sido aprovado.- Obrigado - foi a única\npalavra que o pequeno havia conseguido conjurar. O símio levantou uma de suas\nsobrancelhas, achando estranho que o pequeno havia ignorado o\narrogante insulto que lhe havia sido lançado. Mimo voltou para perto\ndos outros cinco, sorrindo, com ar de satisfação. Percival foi logo em seguida.\nApós o processo, Percival havia sido aprovado com um placar de vinte\ne dois. Ele então juntou-se a Mimo. O símio dirigiu-se à dupla e\ndisse:- Podem entrar na masmorra. Logo\nna primeira sala foi instalada luz à lamparina e tendas onde vocês\npodem descansar se desejarem. Um invocador mantém quente o interior\ndas tendas. É importante que se afastem daqueles que ainda fazem o\nteste. Percival e Mimo foram até a\nentrada da masmorra, o assustador túnel de gelo que parecia não ter\nfim. Mimo tremeu, sem saber se tremera de frio ou de medo.- Você primeiro - ele disse. Percival foi na frente. Mimo\nolhou para trás e percebeu que o avaliador o assistia. Sem querer\nparecer medroso, o pequeno macaco seguiu Percival. O corredor era retangular,\nvertical, com paredes, teto e chão perfeitamente polidos, indicando\nque aquilo obviamente não era trabalho da natureza. Quanto mais a\ndupla se enfiava pelo corredor, mais frio ficava. Luz de lamparinas\npodia ser vista ao fim do corredor após alguns minutos de caminhada.\nEles chegaram à um grande salão com tendas erguidas, um enorme\nportão de pedra na parede oposta à entrada e um outro corredor à\noeste. Um grupo de toupeiras examinava o portão enquanto outro grupo\nconversava próximo ao corredor oeste, todos usando capacetes com\nlanternas. As lanternas não eram alimentadas com pilhas, mas com uma\nforça sobrenatural canalizada para pequenas pedras circulares dentro\ndas lanternas. Essa força era canalizada pelo invocador. Percival e Mimo andaram em\ndireção às tendas bem à tempo de ver uma toupeira de jaleco sair\nde uma delas. Ela olhou os dois e sorriu.- São exploradores? - ela\nperguntou.- Sim, somos - respondeu\nPercival.- Excelente! - a toupeira bateu\npalmas duas vezes, animada com a vinda da dupla. - Finalmente\npoderemos continuar com a exploração! - ela então olhou ao redor.\n- Querem que eu explique a função de cada tenda?- Claro.- Sigam-me. A toupeira andou com a dupla,\nexplicando a função das tendas. Uma delas era uma tenda de repouso,\npara os exploradores feridos. A outra era a tenda de reunião, onde\nos exploradores deveriam ir ao início e ao fim de cada expediente\npara receber instruções e comer. A última tenda era um depósito\ncoletivo de equipamentos. Os outros exploradores chegavam\naos poucos. A toupeira chamou os exploradores quando os seis estavam\nlá.- Suponho que vocês não se\nconhecem ainda - ela disse. - Queiram se apresentar. Percival foi o primeiro:- Sou Percival. Tenho vinte e um\nanos. Percival era um coelho alto de\npelo branco e olhos vermelhos. Usava uma camisa vermelha e uma calça\nazul bem longa. Carregava consigo uma mochila.- Mimo, oito anos. Mimo era um macaco baixo, pelo\nmarrom, olhos pretos, munido de uma longa cauda. Usava apenas um\ncalção vermelho, visto que sua gordura o mantinha quente. Estava\nacima do peso.- Sérica, dezenove anos. Sérica era uma garça, vestida\nde forma singela com uma calça e uma camisa curta pouco chamativas.\nTinha um cinto feito para acomodar ferramentas e segurava uma adaga.- Bolico, dez anos. Bolico era um gato de pelo\npredominantemente branco, mas com manchas pretas. Também estava\nacima do peso, usava apenas uma tanga e parecia completamente\ndesarmado e despreparado. Seus olhos eram amarelos.- Guino, trinta anos. Guino era um touro, grande,\nforte. Usava apenas um calção rasgado, carregava com uma mão uma\nespada que outras espécies só poderiam empunhar com duas patas.\nSeus membros superiores terminavam em mãos quase humanas, cobertas\nde denso pelo. Seus olhos tinham um assustador brilho vermelho.- Mático, vinte e cinco anos. Mático era um cão, esguio e\nalto como Percival. Usava óculos e carregava consigo uma mochila\naberta, cheia de livros grossos e pesados. Julgando pela sua roupa,\numa túnica marrom amarrada na cintura com uma corda púrpura, ele\nera um invocador.- Agora que todos se conhecem,\ndirijam-se à tenda de reunião para comer e ficar inteirados do\ntrabalho de vocês aqui - disse a toupeira. O sexteto foi até a tenda de\nreunião. A tenda era enorme, o bastante para caber uma mesa e doze\ncadeiras. Havia um mapa estendido no fundo da tenda, sete lamparinas\ne dez pratos sobre a mesa, um caldeirão no canto onde era preparada\na sopa e algumas ferramentas de mineração abandonadas ao chão. Uma\ntoupeira usando trajes de explorador estava sentada à cabeceira\nenquanto uma outra preparava a sopa. Eles sentaram-se normalmente.- Muito bem, senhores. Que bom\nque puderam passar nos testes e ser aprovados. Vejo que temos aqui um\ngrupo bastante heterogêneo - comentou a toupeira à cabeceira. -\nMas o que determinará a permanência ou não de vocês são\nprincipalmente suas razões. Então eu queria saber o que os motiva a\nparticipar da exploração, além, é claro, da recompensa.- Quero que minha mãe seja\nlivre - falou Mimo, imediatamente após a toupeira terminar de\nfalar.- Mm? Como assim?- Minha mãe foi presa pela\nprefeitura. Ela é inocente, contudo, e espero que eu possa pagar a\nfiança dela com este trabalho. A toupeira sorriu para a\nresposta. Com motivos tão fortes, Mimo com certeza ficaria até o\nfinal.- Eu quero melhorar as condições\nde vida da minha mãe - disse Percival. - Ela está velha demais\npra continuar plantando e colhendo vegetais todos os dias.- Eu quero aventura - falou\nSérica.- E eu quero ouro - disse\nGuino. - Bem se sabe que o subsolo é cheio de metais preciosos.- Eu vim em missão - disse\nMático. - Fui inspirado a vir por causa de um sonho em que o Ar\nconversava comigo. A toupeira ouviu a quase todos.\nBolico, contudo, permanecia quieto.- E você? - perguntou a\ntoupeira. Bolico olhou a toupeira e\nsuspirou.- Eu vim porque não tenho outro\nlugar para ir. Meus amigos estão mortos e meus pais foram\ncapturados. Me interessei pelo trabalho porque era o único meio de\neu não morrer de fome. A toupeira estava impressionada\ncom tal resposta. Os outros olharam Bolico, que baixou a cabeça após\nvirar o centro das atenções.- A sopa está pronta - disse\na toupeira ao caldeirão. Ela pegou, um após o outro, os\npratos da mesa e os encheu de sopa, retornando-os logo em seguida."}