A Raposa Misteriosa(The Mysterious Fox)
Sinopse:
Meu nome é Marcelo, sou um fotógrafo apaixonado pela fauna brasileira. Sou formado em zoologia e sempre estou à procura de animais nas matas e florestas para estudar e registrar seus comportamentos. Sempre escuto lendas dos nativos da região sobre espíritos e animais que são mágicos, que podem fazer mal a forasteiros como eu, mas nunca deixei essas lendas sobreporem a minha razão. Até que num certo dia... uma das lendas... mudou para sempre o meu modo de vida, até... meu amor pelo meu trabalho.
13 de agosto de 2015
Durante minhas investigações, eu consegui cruzar informações sobre um pequeno vilarejo que fica perto do Rio Amazonas, sobre uma espécie de raposa que nunca foi catalogada até hoje. Os Índios parecem temer bastante essa espécie, pois eles se referem a ela como “A bruxa dos portais”, eles falam que todos na região são instruídos a nunca chegar perto dela, onde de acordo com os caciques das tribos, “A bruxa” costuma aparecer quando suas vítimas estão sozinhas e desaparece com seu corpo, onde a vítima nunca mais é vista.
Isso já era motivo o suficiente para abrir uma investigação, tanto que enquanto escrevo no meu caderno de anotações, estou num avião pequeno a caminho da Amazônia, “O berço da Biodiversidade”.
Chegando no aeroporto local, eu já podia perceber... um certo abandono pelo governo local. Não tinha placas sinalizando os lugares e a falta de pessoas para poder pedir informações dificultou muito o meu trajeto. Até que depois de andar um pouco aos arredores, achei um pequeno bar com vários homens bebendo, eram homens com roupas de caça e fardas do exército brasileiro. Eu estava com sede e pedi para que o barman me trouxesse uma lata de cerveja, como era de se esperar, a bebida estava quente porque o congelador não estava funcionando direito. Eu abri meu mapa sobre a mesa e comecei a procurar onde eu deveria marcar o caminho até a vila, até que der repente um homem velho com roupa de caçador sentou do meu lado.
Precisando de ajuda?
Talvez... Senhor...
Me chame de Coronel.
Prazer Coronel. Eu me chamo Marcelo.
Estou vendo que está tendo problemas com a bussola.
Sim... eu estou tentando chegar nesse lugar aqui do mapa (apontei meu dedo no mapa).
O velho já começou a me olhar diferente nesse momento.
Sério? Você quer mesmo ir para esse lugar?
Porque a preocupação?
Nah, não estou preocupado com você. E sim comigo.
Como assim?
Esse lugar onde você quer ir, vive um povo muito estranho e esquisito. Não gosto deles.
Eu preciso chegar lá, por causa da pesquisa que estou fazendo.
Olha, amigo. Não tem ninguém aqui com coragem para te levar até lá. Apenas eu conheço o caminho...e claro... se você quiser tanto chegar lá... podemos fazer... negócios.
Certo... Quanto o senhor cobra para me levar e trazer de volta?
Não vamos falar de valores aqui. Está vendo aquela caminhonete? Venha comigo e discutiremos os termos do acordo.
Certo.
Eu fui com o coronel até a caminhonete dele. Chegando até lá, começamos a discutir o acordo.
Essa área onde você quer ir, é muito isolada, perigosa a noite e a cidade mais próxima fica a quilômetros de distância. Então vai ser assim: Hoje, eu vou levar você até lá antes do entardecer e amanhã volto para te buscar pela manhã. Tudo, ida e volta ficarão por R$ 10.000.
O que? R$ 10.000? Mas é muita coisa Coronel!
Como eu disse, sou o único da área que faz esse trajeto. Você escolhe amigo.
Eu achei aquilo uma exploração, ele estava se aproveitando da precariedade para lucrar em cima de mim. Mas... se eu conseguir comprovar a existência da raposa, vou recuperar tudo que gastei até agora e até posso ser chamado para entrevistas, ganhar um prêmio da academia de zoologia, até mesmo financiamentos para novas pesquisas. Então... acho que vale a pena o risco.
- Fechado.
Abri a minha bolsa de viagem e entreguei ao coronel quase todo dinheiro que eu tinha. O pior, foi ter que esperar o coronel contar as notas e ver se alguma era “falsa”.
- Tudo certo. Então, vamos nessa.
Segui viagem com o coronel. No caminho, ele foi me dando avisos sobre os animais da área e os perigos que devo evitar. A viagem foi tão longa que acabei dormindo um pouco.
- Ei! Marcelo!
Era o coronel me chamando.
Chegamos. Agora, pegue suas coisas, siga em frente até o final dessa trilha e amanhã esteja aqui me esperando, se você não estiver aqui, eu vou embora sem você. Entendeu?
Sim Senhor.
O coronel deu meia volta com o carro e foi embora me deixando sozinho numa estrada cheia de grama que quase não dava para ver as marcas de pneus e cercada por uma densa floresta.
Abri minha mochila e tratei de pegar minha câmera fotográfica para registrar as espécies de animais que eu fosse encontrando no caminho.
Passei boa parte do meu tempo caminhando pelas beiradas da floresta e as vezes eu entrava um pouco mais a fundo na esperança de fotografar animais. Acabou que nessa brincadeira, eu consegui registrar várias espécies de aves, mamíferos, répteis e insetos já conhecidos e catalogados.
Apesar de ainda não ter encontrado o que eu procurava, eu estava feliz de estar andando num lugar que “ainda” não foi destruído pelo homem. Era muito bom sentir o cheiro de plantas no lugar daquela fumaça de poluição da cidade e também o barulho das aves cantando era mais suave e tolerável do que daquele barulho enlouquecedor do trânsito e poluição sonora dos grandes centros urbanos.
Muitas vezes já pensei em me mudar para um lugar mais tranquilo, mas não era tão simples assim... eu queria largar tudo, deixar tudo para trás para ter uma vida mais pacata e anônima, mas parece que isso é praticamente impossível nos tempos de hoje, pois o “homem” está cada vez mais dominando todos os pedacinhos de terra dos continentes e está ficando cada vez mais difícil controlar o crescimento populacional.
Esse é um dos motivos porque eu quis ser fotografo, para fugir dessas coisas que me desagradam e me aproximar cada vez mais dos animais.
Já estava anoitecendo e eu ainda caminhava pela estrada sem encontrar a tribo que era a única que ainda vivia nessa área da floresta. Houve um momento que... eu percebi que a floresta estava muito silenciosa, era estranho porque antes tinha animais fazendo barulho.
Quando decidi parar de andar e olhar o mapa, percebi que a distância que eu percorri, não batia com a informação do mapa, a impressão que senti... era que eu não estava saindo do lugar.
Continuei andando até anoitecer, acabou que eu só tinha a luz da minha lanterna para me guiar pelo caminho, pois para minha “sorte” a lua estava coberta justamente quando eu mais precisava da luz dela.
Repentinamente, começo a ouvir barulho de galhos sendo quebrados. Eu já imaginava que pudesse ser uma Onça-pintada, pois elas costumam caçar a noite. Eu comecei a ver o brilho de 2 olhos dentro na floresta, apontei a lanterna para espantar o animal, mas o efeito foi o inverso do que eu esperava. A Onça deu um rugido de que atacaria e começou a correr na minha direção, eu saí correndo desesperado pela estrada gritando por ajuda, apesar de saber que essa minha atitude era errada pelas coisas que aprendi. Chegou num ponto que eu tropecei no chão e cai de jeito que torci o pé, impossibilitando de correr. A Onça começou a se aproximar de mim e eu tentava me afastar dela me arrastando para trás, mas não teve muito efeito, pois a onça se preparou para me atacar, nesse momento fechei os olhos pois sabia que aquele seria meu fim. Do nada, escuto um barulho peculiar de algo que foi arremessado contra o chão, quando abri os olhos, vi que era uma lança que tentaram arremessar na onça, a onça andou para trás para não ser acertada, mas depois ela deu meia volta e foi embora. Eu perdi a consciência naquele momento, pois minha água tinha acabado e eu estava andando várias horas sem parar.
Enquanto eu estava recobrando a consciência, eu conseguia ouvir algumas vozes. “Achamos um homem branco!”, “Temos que mata-lo!”, “Ele não deveria estar aqui, será nosso fim.”.
Quando comecei a abri os olhos, eu estava deitado no chão e tinha um índio apontando uma lança para meu rosto.
Quem é você?
Tenho sede, pode-
PERGUNTEI QUEM É VOCÊ?
MEU NOME É MARCELO! SOU FOTÓGRAFO E ZOOLOGO!
O QUE VOCÊ QUER NAS NOSSAS TERRAS FORASTEIRO?
NADA! EU APENAS ESTOU ESTUDANDO A LENDA QUE OS NATIVOS FALAM!
...Que lenda?
“A bruxa”. Eu estou aqui para investigar essa lenda tão temida por vocês.
Então... você quase morreu na floresta só para saber se “A bruxa” existe?
Sim...
Certo... Vou pegar um pouco de água para você.
O índio pegou uma vasilha de madeira com água e me deu para beber. Eu nunca valorizei tanto a água na minha vida nesse momento. Terminei bebendo toda a água da vasilha.
Obrigado.
Não somos tão “selvagens” como seu povo costuma dizer.
Desculpe por isso, mas sou diferente deles.
Diferente como? Você é branco, veste roupas, usa invenções de brancos e veio da cidade. Em que categoria de “branco” você não se encaixa?
Eu não sou a parte do meu “povo” que invadiu suas terras e fez todo tipo de atrocidade que queriam. Eu defendo a paz, não o conflito.
Como vou saber que você não é outro mercenário querendo roubar nossas terras?
Se eu fosse um deles... vocês não estariam vivos... Não acredita? Olhe a minha mochila! Tem documentos que comprovam o que estou dizendo!
O índio pegou minha mochila e começou a revirar ela olhando as minhas anotações.
Aparentemente, você parece estar dizendo a verdade.
Mas eu estou!
Isso quem vai decidir é o líder da tribo. Verdade ou não, você não pode ficar aqui. Amanhã quando clarear, alguns dos meus homens vão levar você de volta para a estrada.
Espere! Eu não posso ir embora sem antes investigar a veracidade da lenda! É o trabalho da minha vida e joguei tudo fora pela verdade!
Você não sabe o que está fazendo. Desde que “A bruxa” apareceu, muitos homens meus morreram tentando matar ela. Desde então, o líder proibiu todos da tribo de passar pelo caminho onde ela espreita.
Você não pode nem pelo menos confirmar a aparência dela? Ela se assemelha a uma raposa?
Basta! Eu sou o único que está aturando você falar, você sabia que a sua presença aqui deixou todos da minha tribo assustados? Alguns queriam matar você e eu não deixei por clemencia a sua vida. E agora... o único gesto que espero de você é a decência de ir embora amanhã com suas coisas e nunca mais voltar.
Mas...
Naquele momento, ele apontou a lança para mim.
- Se meus homens pegarem você andando fora dessa tenda, não poderei fazer nada para impedi-los de matar você. A menos... que você queira morrer.
Fiquei em silencio contra minha vontade nesse momento.
Agora branco, coma algumas coisas que deixei para você passar a noite e durma, pois, amanhã você será expulso dessa tribo e NUNCA, NUNCA MAIS, você vai voltar. Estamos entendidos?
Sim...
Naquele momento, o índio deixou a tenda e eu fiquei sozinho.
Eu não conseguia entender porque eles têm tanto receio de que eu investigue a veracidade da lenda. Porque quem estaria arriscando a vida era eu e eu não faço parte do “povo” dele.
Durante a noite, passei o tempo escrevendo no meu caderno de anotações o que eu descobri até agora... que foi pouco ou nada... com o tempo, acabei dormindo.
Não tinha amanhecido ainda, mas fui acordado pelo mesmo índio que tinha me interrogado.
- Não faça perguntas e nenhum barulho. Apenas me siga em silencio.
Peguei minha mochila e fui com ele para fora da tenda. Andando pela tribo, eu percebi que todos ainda estavam dormindo e não vi outros índios pelo caminho.
Entramos na mata e continuamos caminhando até que o índio começou a falar comigo.
Você disse que quer investigar “A bruxa”. E pelo que pude sentir no seu olhar, você tem determinação para concluir seus objetivos. Só os guerreiros mais bravos demonstram isso.
Certo... O que vai acontecer comigo então?
Você disse que queria saber mais sobre “A bruxa”, não é? Estou te levando para o lugar onde ela fica.
Sério? É verdade?
Eu acredito que você é o único capaz de dar um fim a isso, pois dá para perceber que você está bem mais à frente do nosso tempo em termos de... recursos.
Pode ser... Mas porque só agora está colocando tanta fé em mim?
Porque existe uma lenda na nossa tribo que diz: “Na noite mais escura, um guerreiro que ultrapassaria todas as expectativas do povo, iria ao encontro do mal que assola a tribo e tempos de paz viriam depois de sua partida para a luta”. Claro que a lenda não diz se o “guerreiro” volta vivo ou morto.
Isso por acaso é para me assustar?
Você acha? Se for, podemos voltar para a tribo.
Não fui tão longe para desistir agora, quero continuar.
Pelo visto, você tem mesmo determinação. Isso é bom.
Ficamos alguns minutos caminhando, até pararmos perto de um monte de pedaços de madeira juntadas no chão.
Bom, esse é o limite até onde eu posso seguir. A partir daqui, você está por sua conta.
Quero agradecer por ter me levado até aqui e me dar a chance de provar a minha pesquisa.
Só estou colocando fé em você porque quero trazer paz a minha tribo. E acho que você será capaz disso.
O que acontece se eu não conseguir?
Você vira picadinho na fogueira.
O-O que?
Bem, faça o que tiver que ser feito e por favor, traga paz ao meu povo.
Sim... prometo.
Continuei seguindo em frente e conforme eu andava, eu comecei a ouvir o som de água caindo, eu devia estar perto de uma cachoeira.
Conforme eu andava, eu percebia que a vegetação ficava mais viva, com plantas coloridas e pássaros cantando. Aproveitei a chance para tirar algumas fotos do lugar. Quando estava tirando fotos, comecei a ouvir um som... parecia uma mulher cantando... esse som mexeu comigo, pois era... lindo e pacífico, segui o som até chegar perto de uma cachoeira... meus olhos não estavam acreditando no que eu estava vendo.
Eu cheguei a achar que estava louco, pois a suposta “mulher”... era na verdade... uma mistura de humano com raposa. Me escondi atrás de algumas pedras grandes para não ser visto, pois... eu não sabia o que pensar nesse momento. Eu nunca tinha ouvido falar de uma espécie hibrida de humano com raposa, nem sabia se era isso mesmo... mas... eu queria observar ela, estudar seus comportamentos... sem pensar duas vezes, modifiquei as lentes da minha câmera e me preparei para registrar ela.
Enquanto eu tirava fotos dela... eu... tenho vergonha de dizer isso, pois isso é errado, mas... eu comecei a sentir atração pelo corpo dela, pois... o corpo dela era perfeito para mim, não conseguia achar defeitos nele... sem falar... que eu estava adorando ver a água cair naqueles lindos peitos que ela tinha.
Acabou que quando fui mexer o pé, pisei num galho por acidente e tive que me esconder. Só nesse momento, lembrei do que o índio me falou sobre ela ter matado outros homens... eu estava ferrado. Escutei um barulho de pisar no chão, quando olhei devagar para o lado... ela estava de pé... me encarando com aqueles olhos azuis brilhantes. Acabei caindo no chão, pois eu não conseguia levantar para correr, eu estava com medo dela. Ela começou a me olhar com uma cara feia e se aproximou de mim. Eu fechei os olhos achando que seria meu fim.
- HUMANO!
Ela gritou de um jeito que espantou todos os pássaros próximos de onde estávamos.
Quando cai no chão, ela colocou a pata dela no meu pescoço. Era perigoso eu me mexer, pois ela tinha garras grossas.
Por favor... Não me mate...
NÃO ERA ISSO QUE VOCÊ QUERIA FAZER COMIGO?
NÃO! EU JURO!
Vocês humanos são muito desprezíveis, só pensam em vocês próprios. Não importa o quanto eu me esconda, vocês acabam sempre me achando e SEMPRE, DESTROEM TUDO!
Eu juro que sou diferente deles... concordo com o que você está dizendo.
É MENTIRA! VOCÊ SÓ VEIO AQUI POR CAUSA DAQUELES HUMANOS ARROGANTES!
NÃO! Eu vim porque... eu queria... estudar você.
Me estudar? Interessante... Continue!
Levei um tempo explicando a ela qual era a razão de eu estar aqui e provando que eu não era igual aos outros humanos que tentaram matar ela.
Então, você é um humano que estuda animais?
Sim.
Você deveria estudar mais a sua própria espécie!
Ela tirou as garras do meu pescoço e com isso, consegui me levantar.
Desculpe se minha “espécie” é tão desprezível, mas eu não tenho culpa!
Como não? O que você faz para impedir a extinção de espécies? As caças? A destruição das florestas?
Eu... procuro convencer as pessoas através do meu trabalho a importância do meio ambiente e dos animais. Eu sei que não é o suficiente, mas pelo menos é melhor do que ficar parado e “isolado”.
Você é muito insolente humano!
Ela me jogou novamente no chão com uma força que nunca senti antes.
Você é o humano mais atrevido que já conheci nesses anos todos.
Olha, eu estou cansado de lutar. Já pensei inúmeras vezes em desistir de tudo que eu acredito. Sabe o que me impediu de fazer isso? Você!
Naquele momento, ela ficou quieta e sua expressão de raiva e ódio mudou para algo do tipo... pensativa.
- Quando descobri a seu respeito, eu vi uma nova oportunidade de fazer algo diferente do que já fiz em toda minha vida. Mas estou vendo que meu esforço foi em vão...
Ela continuava pensativa e em silencio...
Eu consigo sentir uma energia diferente vinda de você... tem algo... peculiar em você... mas não consigo descrever o que seria.
Você... se importa se eu me levantar?
Ok. Mas se tentar algo, eu corto sua garganta.
Já disse que não vim fazer mal a ninguém!
Sei... então o que estava fazendo atrás das pedras?
Meu rosto ficou vermelho nesse momento, mas eu não podia me dar ao luxo de mentir para ela e ser morto por nada.
Eu... estava tirando fotos de você se lavando na cachoeira.
Nesse momento, ela ficou com o rosto vermelho também. Ela se aproximou de mim e me deu um tapa na cara.
PLASH!
Naquele momento, fiquei com o rosto virado e evitei contato nos olhos dela.
- Você é o primeiro humano que diz apreciar meu corpo. Você realmente é peculiar...
Ela se aproximou de mim e... me beijou.
Gostou?
Sim...
Você... quer mais?
Tenho medo de responder isso.
Então, deixe eu tomar a liderança.
Ela se abaixou e começou a tirar o cinto da minha calça, fiquei com medo nessa hora, pois não sabia se era prudente o que estava acontecendo, mas... deixei me levar pelo momento.
Ela abaixou minhas calças e depois a minha cueca, revelando meu pênis para ela.
- Nossa! Para um humano como você... eu diria que você está acima da média.
Fiquei com o rosto pegando fogo quando ela disse isso. Eu estava morrendo de vergonha, apesar de estar gostando.
Você acha?
Sim... e eu quero muito provar ele.
Ela se agachou e começou a lamber o meu pênis suavemente. Confesso que estava com medo dela, mas a maneira como ela estava lambendo o meu pênis me fez querer mais e acabei abaixando a guarda, naquele momento, eu me deixei ser a próxima vítima.
Está gostando?
Sim...
Não pare...
Ela começou a aumentar o ritmo, aos poucos eu ia ficando cada vez mais excitado e ela estava conseguindo despertar em mim os meus “extintos primitivos”. Acabou que eu não aguentei e ejaculei dentro da boca dela, entrei em pânico nessa hora.
- Desculpe! Eu não...
Mas ela parecia estar gostando daquilo tudo, tanto que ela tirou meu pênis da boca dela e deixou parte do meu sêmen cair no rosto dela.
Isso foi incrível... Qual é o seu nome?
Marcelo... Posso saber o seu?
Me chamo Renamon.
Prazer em... conhece-la.
Renamon... posso fazer algumas perguntas a você?
Depende do que você quer saber.
Eu já te contei o que eu faço da vida, gostaria de saber mais sobre você.
Seu interesse por mim é mesmo muito grande.
Fiquei com o rosto meio vermelho de vergonha, mas “aquilo” que fizemos, eu não conseguia tirar da minha cabeça, eu tentava não pensar nisso, mas... eu acho que nutri algo a mais por essa raposa quando a vi pela primeira vez, eu precisava ser muito cauteloso, pois eu não sabia como ela reagiria se eu sem querer fizesse algo “errado”.
- Façamos um trato, eu respondo a todas as suas perguntas, mas no final... você terá que fazer algo por mim.
Acabei engolindo seco, pois não sabia se esse favor incluiria minha vida ou até a minha alma, eu podia estar fazendo um pacto com ela, não sabia o que fazer naquele momento, mas eu já tinha ido muito longe para encontra-la e eu não jogaria essa oportunidade de ouro fora.
Combinado Renamon.
Muito bem. Então, Marcelo? O que você quer saber sobre mim?
Renamon, o que você é? Digo, na realidade. Pois 100% animal você não parece ser.
Você tem razão, eu não sou animal e nem humano. Eu sou um Digimon.
Digimon? Mas o que é isso?
Eu não pertenço ao seu mundo Marcelo, só estou aqui porque alguma coisa estava me chamando para esse lugar.
Chamando? Mas o que seria? Você é sensitiva?
Não exatamente. Me pergunto se você será capaz de entender tudo o que estarei te dizendo.
Porque você não tenta?
Tudo bem. Eu sou de um lugar que na realidade... é a sombra do seu mundo.
Sombra do meu mundo? Quer dizer... existe outro mundo além desse?
Sim. Esse mundo paralelo ao seu se chama Digimundo.
Onde estamos agora, é uma parte do Digimundo?
Não! Seu bobo!
Ela começou a rir de mim, tenho que confessar que a minha pergunta foi meio idiota, mas eu sou um pesquisador, preciso as vezes fazer perguntas idiotas.
Você quer que eu mostre a você o que é o Digimundo?
É capaz disso? Por favor, se puder eu quero sim.
Segure minha pata. E por favor, evite sair de perto de mim.
Quando segurei a pata dela, se abriu uma espécie de portal na nossa frente. Era possível ver um outro mundo do outro lado. Fomos caminhando até atravessar o portal, quando chegamos do outro lado, o portal se fechou.
- Chegamos Marcelo. Estamos no Digimundo.
Eu não podia acreditar naquilo, esse tal de “digimundo” era... lindo. Eu via um campo esverdeado, cheio de nuvens, estava ensolarado, tinha plantas também. Eu via também outras espécies de animais também nesse novo mundo que a renamon estava me mostrando, comecei a tirar fotos de tudo o que eu podia, era muita coisa nunca vista antes e catalogada.
Estou vendo que você gostou do Digimundo.
Renamon... esse lugar é incrivelmente lindo. Nunca vi essa biodiversidade em nenhum outro lugar do mundo, essa riqueza, essa paz.
Tem outra coisa que não expliquei a você. Quando eu disse que o Digimundo era a sombra do seu mundo, eu quis dizer que tudo isso que você está vendo aqui... são dados de computador.
Como? Dados de computador? Não pode ser, nós acabamos de nos tocar, você teria que ser um fantasma, um holograma.
Por isso que eu falei para você se preparar, pois muita coisa você não entenderia de imediato. Quer uma prova? Está vendo aquele lago? Tente tocar a água com a sua mão.
Caminhei em direção ao lago, quando me abaixei para tocar a água, eu percebi uma espécie de distorção na água, como se fosse um holograma. Mas o estranho, era que eu conseguia sentir ela nas minhas mãos, eu até consegui beber ela. Como isso era possível?
Continuamos caminhando pelo digimundo, tanto que eu percebia coisas estranhas. Às vezes, começava do nada a chover, fazer calor, o tempo ficava nublado. Também os lugares, não tinha apenas vegetação, tinha pequenos vilarejos, tinha também cópias de prédios e de monumentos que eu já tinha visto em outros lugares da Terra. Renamon estava certa, eu teria que ter a mente muito aberta para aguentar essa carga de informações, era muita coisa para processar.
Acabamos entrando em... parecia um pedaço da Orla de Copacabana? Mas sem a praia?
Renamon me levou até um bar, onde tinha outro... Digimon? É assim que esses animais aqui se chamam? Esse Digimon era o barman do lugar.
Ora,ora. Veja quem votou.
É bom te ver também, Bancho Leomon.
Quem é esse cara renamon?
Não esquenta Bancho, ele está de passagem comigo.
Certo... o que você vai querer?
Me de dois copos daquela bebida azul.
Eu não sei porque, mas apesar do bar não estar cheio, os poucos digimons que estavam ali, olhavam o tempo todo para mim, alguns pareciam olhar com estranheza e outros com raiva.
Obrigado Bancho!
Até mais Renamon.
O tal de bancho olhou para mim com um olhar que parecia que ele me rasgaria ao meio, não sei porque eu estava sendo tratado com tanta hostilidade.
Renamon, porque...
Eu explico quando sairmos daqui.
Saímos do bar e começamos a caminhar pela calçada que tinha ali.
Marcelo, muitos digimons nunca viram um humano aqui e os poucos que viram... bem, digamos que eles não vão com a sua cara.
Mas o que foi o que eu fiz de errado?
Não é você Marcelo. Muitos digimons acabam tendo experiências ruins quando vão parar no seu mundo. Muitos acabam nunca mais voltando. E os poucos que voltam, guardam um grande rancor pelos humanos, pois da mesma forma que vocês humanos hostilizam o desconhecido, os digimons também sentem o mesmo.
Eu sou o único humano aqui Renamon?
Neste instante, você é. Mas pode existir outros humanos iguais a você vagando por ae no Digimundo. Nunca me aventurei para saber.
Marcelo, está começando a anoitecer, vou levar você para um lugar que eu conheço.
Fomos caminhando até chegar num lugar que parecia um vilarejo japonês por causa das casas e detalhes ao redor. Entramos em uma das casas, estava vazia.
- Podemos passar a noite aqui. Fique tranquilo, ninguém irá nos incomodar.
A casa era pequena, mas... para ser sincero, era o tipo de lugar que eu gostaria de morar, era simples, silencioso e o pouco que tinha, era o bastante para mim. O que mais apreciei era uma escrivaninha que eu poderia usar para escrever minhas anotações e trabalhar em minhas pesquisas.
Eu coloquei minha bolsa e meu caderno em cima da escrivaninha e comecei a fazer várias anotações sobre as minhas descobertas, era muita coisa para escrever em poucas páginas.
Quando terminei de escrever o mais importante, eu acabei dando falta da renamon, ela não estava por perto.
- Renamon? Cadê você?
Eu podia escutar o barulho de água caindo de uma das salas. Quando entrei, era tipo um banheiro com sauna, mas no lugar de um chuveiro, tinha uma fonte com água morna caindo numa piscina. A renamon estava se banhando de novo... era uma cena muito bonita de se ver.
Porque não entra junto comigo? A água está ótima.
Eu posso?
Está na hora de cumprir parte do acordo que fizemos. Entra logo!
Eu fui tirando as minhas roupas e entrei na piscina junto com a Renamon. Meu coração estava batendo muito rápido naquele momento, pois era difícil eu não sentir atração pelo corpo da renamon e eu já sentia desde o início que ela estava flertando comigo. Ela estava de costas e eu fui em direção a ela. Ela fez com que eu segurasse os quadris dela, ela colocou a cabeça dela para trás e me beijou. A partir daquele momento, eu não estava conseguindo mais segurar o desejo que eu estava sentindo por ela. Comecei a passar as mãos naqueles lindos peitos que ela tinha, eram macios e bons de se passar a mão.
Você gosta dos meus peitos?
São muito lindos...
Não se contenha. Deixe o que está no seu coração se libertar.
Eu comecei a descer minha mão até a vagina dela, comecei a acariciar com o dedo. A renamon parecia gostar do que eu estava fazendo, pois ela não queria que eu parasse. Fui passando a mão e alisando aquela linda vagina que ela tinha, era muito prazeroso tocar ali. Ficamos trocando caricias e beijos por um bom tempo no banho, mas aquilo ainda estava longe de terminar.
A renamon saiu junto comigo do banho, quando terminamos de nos secar com as toalhas que tinham ali, ela não deixou eu me vestir, ela queria que eu continuasse nu. Ela pegou na minha mão e me levou até a cama que tinha na casa e se deitou comigo.
Marcelo... tenho uma pergunta que quero que você responda com sinceridade.
O que é Renamon?
Você me ama?
Meu coração parece que recebeu uma dose de adrenalina naquele momento, pois era uma pergunta muito direta e inesperada. Mas quem eu estou tentando enganar? Desde o momento que vi ela na cachoeira, eu me apaixonei, foi amor à primeira vista, eu apenas estava mentindo para mim o tempo todo. Era hora de abrir o jogo e acabar com aquele jogo de aparências.
Sim, renamom. Eu amo você.
Você foi o único humano que demonstrou afeto e carinho por mim. Quero ser muito mais do que apenas um Digimon para você.
Renamon...
Acabamos nos beijando intensivamente, eu podia sentir o calor do corpo dela, nós parecíamos duas fênix em chamas num amor infinito. Chegou um momento, que ela deitou a vagina dela em cima do meu pênis e disse:
Marcelo, eu quero acasalar com você.
Eu também. Fique tranquila, teremos muitos filhos juntos.
Eu sabia que era loucura e impossível aquilo, mas o desejo e a fantasia extravasaram a racionalidade.
A renamon pegou meu pênis ereto e posicionou perto da vagina dela.
Vai devagar.
Pode deixar.
Ela foi descendo devagar, sentindo o meu pênis aos poucos penetrando a vagina dela. Quando finalmente meu pênis estava completamente dentro dela, ela começou a levantar e sentar no meu pênis suavemente e foi acelerando o ritmo aos poucos.
Renamon...
Marcelo...
Era uma sensação muito boa, a vagina dela era muito quente e apertada, não havia homem que resistisse aquele corpo belo. Eu já estava vendo que a vagina dela estava ficando cada vez mais molhada e eu estava quase chegando no final.
Renamon, eu vou...
Vai! Encha meu útero com suas sementes.
Eu não vou aguentar...
E finalmente, eu ejaculei dentro dela, mas ela queria mais. Desta vez, ela ficou de quatro e me pediu algo curioso.
Marcelo, quero que enquanto estiver me penetrando, demonstre papel de dominante.
Mas porquê? Eu não estou sendo o suficiente?
Está sim, amor. Mas quero algo um pouco mais forte. Quero que puxe a minha cauda com força e morda meu pescoço.
Nossa, por essa eu não esperava. Mas gostei da ideia.
Como ela desejou, comecei a penetrar ela por trás e puxava a bela cauda dela com força, era linda e macia, dava gosto de sentir ela no meu rosto. Fui me inclinando um pouco para a frente até alcançar o pescoço dela e dei leves mordidas, ambos estávamos adorando aquilo.
Isso Marcelo! Mostre que você é o dominante!
Pode deixar, te mostrarei.
Eu adorava sentir o calor do corpo dela, o cheiro, a presença dela, era irresistível. Chegou o momento que era a hora de eu ejacular novamente.
Renamon, eu vou gozar!
Não goze ainda! Segure mais um pouco!
Eu vou gozar! Eu vou... ahhhhmmmmm.
Cai em cima dela de tão exausto que eu estava. Ela e eu ficamos nos beijando antes que dormir.
Renamon... eu sempre te amarei.
Eu também sempre te amarei Marcelo. Sempre.
Eu estava muito cansado daquela incrível noite que acabamos de ter e a última coisa que vi antes de dormir, foi a renamon dormir abraçada junto comigo.
??? de ??? de ???
Na manhã seguinte, pude sentir a luz do sol entrando em nosso quarto. Quando virei de lado, vi uma cena muito linda da renamon se espreguiçando, até nisso ela despertava desejo em mim.
Bom dia Amor!
Bom dia querida! Já disseram que você fica linda se espreguiçando?
kkkkkk, nunca! Você foi o primeiro.
Bom para mim, ruim para a concorrência.
Começamos a rir naquele momento, acho que eu não era o único que estava me sentindo bem durante anos, a renamon parecia sentir o mesmo.
Querido, eu preparei o nosso café. Venha se sentar na mesa.
Já vou, amor.
Nos sentamos na mesa. A comida do Digimundo não era diferente da Terra, para dizer a verdade, achava até mais saborosa e gostosa o suco e as torradas do que aquela porcaria sem gosto que eu comia antes. Enquanto tomávamos café, eu e a renamon falávamos mais sobre nós, nossas experiencias de vida, o que faríamos em seguida.
Querido, e a sua pesquisa? Você ainda pretende continuar ela?
Eu não tenho certeza Renamon. Ao mesmo tempo que estou feliz de você ter mostrado para mim esse lindo mundo com várias espécies diferentes de digimons para eu estudar... eu tenho receio de revelar as minhas descobertas.
Parece que você agora está começando a entender porque é muito perigoso revelar a existência dos digimons para a sua espécie.
Sim... infelizmente é verdade. Muitas descobertas que foram criadas para o bem foram usadas para o mal, tenho receio de fazerem mal aos digimons se eu revelar o que descobri.
Então, o que você pretende fazer?
Revelar minhas pesquisas, fora de cogitação... renamon, posso perguntar uma coisa?
O que você quiser amor.
Já que não é mais segredo o que sentimos um pelo outro... você me deixaria morar e viver ao seu lado, aqui no digimundo? Me ajudando com as pesquisas?
Morar... viver ao meu lado?
Sim.
SIM!SIM!SIM!
Renamon pulou em cima de mim me abraçando e me beijando com tanta felicidade que eu até fiquei sem reação. Mas fiquei contente dela ter me deixado ficar com ela aqui no digimundo, pois aqui eu poderia estudar e fazer novas descobertas sem depender de financiamentos ou aprovações de ninguém. Para dizer a verdade, eu não queria mais voltar para a Terra, eu não tinha mais família, todos eram colegas de trabalho e devido a minha insignificância nos últimos anos, ninguém sentiria a minha falta, nem aquele militar safado que ficou de me buscar.
Renamon, quando nos conhecemos na cachoeira, você disse que eu tinha uma energia peculiar. O que isso quer dizer?
Marcelo, uma coisa de cada vez. Pode deixar que você vai aprender tudo sobre os digimons, não se preocupe com isso agora.
Tudo bem. Depois falaremos sobre isso.
Terminando de tomar café, vesti as minhas roupas de pesquisador e preparei meu caderno de anotações para as novas descobertas que eu faria a partir de hoje. Quando estávamos para sair da casa, renamon segurou na minha mão e disse:
Não se preocupe querido. Eu protegerei você de qualquer Digimon que tente fazer mal a você.
Querida, assim você me faz me sentir um fracote. Eu posso defender você também.
Os digimons são mais fortes do que você pensa, eles podem matar você. Quando digo isso, eu falo sério. Quer me defender? Então evite entrar em conflito com qualquer Digimon. Na hora certa, você saberá que é muito mais forte e inteligente do que pensa, confie em mim.
Tudo bem querida, eu prometo.
14 de agosto de 2015
Enquanto isso na Terra...
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Na manhã seguinte, o Coronel foi até o local onde me buscaria, obviamente eu não estava lá. Mas no meu lugar, foi o índio que me levou até a renamon, ele foi falar com o Coronel.
O que aconteceu com o fotógrafo?
Ele livrou a minha tribo de uma desgraça, mas ao custo da vida dele.
Está dizendo que ele morreu?
Não. Minha tribo vasculhou o local onde ficava “A bruxa”, foi onde o fotógrafo ficou. Não encontraram o corpo dele.
Naquele momento, o Coronel acendeu um cigarro para fumar.
Bem, então se não tem corpo... não tem nenhuma outra evidência de que ele esteve aqui, não é?
Lamento que não.
Que pena. Apesar de não ir com a cara dele, não queria que terminasse assim.
Ele se sacrificou para livrar o meu povo de um mal maior. Só por isso, a nossa tribo será eternamente grata a ele e nos lembraremos dele.
Vocês índios com suas lendas para turistas! Tenho mais o que fazer.
O Coronel jogou o cigarro no chão e apagou pisando com o sapato. Ele voltou para o carro e saiu daquele lugar deserto. Enquanto diria...
- Outro cara que desaparece dessa forma... eu ainda vou descobrir o que são essas criaturas místicas que os índios tanto temem.
Enquanto ele falava, no banco do carona tinha um mapa do Brasil com várias marcações de pessoas desaparecidas em circunstâncias estranhas, mas todas com algo em comum: Relatos de animais místicos que poucos ou ninguém jamais viu e vítimas atraídas pela curiosidade, desaparecem em seguida.
FIM