O Galo e a Raposa(The Rooster And The Fox)

Story by frame9000 on SoFurry

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Sinopse:

The Farm é um pequeno projeto de 3 histórias independentes que se passam no mesmo lugar em épocas e momentos diferentes.

Nessas 3 histórias serão retratados animais anthro e ferals comuns em áreas rurais.

Cada história terá seu desfecho, narrativa, moral e final.


“Aquele que vive de combater um inimigo tem interesse em o deixar com vida”. - Friedrich Nietzsche

Há muito tempo atrás, existia na fazenda uma briga antiga entre dois inimigos que juraram nunca se renderem enquanto o outro vive-se... Bom... Pelo menos é o que diz os animais que testemunharam de perto essa relação de inimigos naturais entre uma raposa astuta e um galo corajoso que jurou defender a fazenda dos ataques da raposa.

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  • Fora daqui raposa maldita! Pare de atormentar os animais com sua presença!

  • Eu posso ter sido descoberto galo..., mas não desistirei tão fácil!

E assim, mais uma vez, a raposa foge antes que o fazendeiro chegasse com a espingarda para matá-lo.

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Chegando perto do lugar onde o galo estava, o fazendeiro viu várias penas espalhadas no chão do galinheiro, mas sem sinais de luta ou sangue.

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  • Essa raposa não desiste mesmo galo... Não sei o que seria da minha fazenda sem os seus alertas.

O fazendeiro tinha orgulho do galo que cuidava das galinhas e da fazenda, pois ele sempre dava sinal quando algo estava errado.

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Os dois rivais não cresceram juntos, mas se conheciam de vista... Essa convivência constante de idas e vindas acabou nutrindo algo muito mais profundo do que apenas a rivalidade.

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Flashback

A raposa estava num riacho perto da fazenda bebendo água quando recebeu uma visita inesperada.

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  • Galo?

  • Raposo.

  • O que você quer galo? Aqui não é seu território. Não tem medo de eu estraçalhar você como um travesseiro?

  • Deixa disso... Ambos sabemos que isso nunca acontecerá.

  • Será mesmo?

A raposa e o galo se aproximam um do outro e ficam em posição de que vão atacar. Mas…

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  • Vem cá companheiro!

  • Estava te esperando Galo! Como está o velho?

  • Ele está bem dentro do possível, com alguma fadiga pela idade, mas não tem mais aquela energia toda de tempos atrás.

Sim... Por trás daquela briga e rixa, escondia uma amizade proibida e inimaginável entre dois inimigos naturais auto declarados.

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  • Galo, quer ir para a minha toca comer e beber alguma coisa? Aqui fora alguém da fazenda pode nos ver...

  • Também acho... Vamos.

Por fora, a toca da raposa parecia como qualquer outra, mas por dentro, tinha muitas coisas humanas que a raposa colecionava e gostava. Ela tinha alguns livros de histórias e contos interessantes, como também algumas coisas consumíveis que só os humanos tinham em suas casas.

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  • Galo, aceita uma taça de vinho?

  • Você gosta mesmo das coisas dos humanos... Vou querer um pouco.

Os dois eram fracos pra bebida, mas quando bebiam, demonstravam personalidades completamente diferentes.

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  • Ah, ah, ah, você tinha que ter visto... Naquele dia que enganamos o fazendeiro... Ele é um completo... Idiota... Ich

  • Idiota eu não sei, mas ele é muito engraçado... Ele um dia jogou o celular com tanta força no chão... Que ele voltou de volta e acertou a testa dele... A cena dele xingando de dor é impagável, ah, ah, ah... Ich

  • Nunca achei que um dia estaria bebendo com o meu inimigo natural...

  • Essa bosta de "cadeia alimentar" é uma merda, Ich... Nós não nascemos como os outros, somos diferentes a nossa maneira... Não dou a mínima pra o que "os outros" pensam da nossa relação... Se for necessário, eu luto por ela com minhas próprias presas... Ich

  • Raposo...

  • O que travesseiro de penas? Ich

  • Porque você gosta tanto da minha presença? Porque não me matou no dia que nos encontramos pela primeira vez?

  • Eu... Não sei... Acho que estou cansado dessa vingança idiota.

  • Vingança... você está falando "daquilo"?

Os olhos de raposo começaram a se encher de lágrimas.

  • Desculpe, eu não devia ter falado disso.

  • Não galo... Não estou zangado... É bom você me lembrar isso...

  • Mas é muito doloroso isso...

  • Eu sei..., mas você não tem culpa de nada.

Ambos continuaram bebendo até a garrafa de vinho acabar... O resultado não poderia ser diferente...

  • Eu falei pra ela: "Porra! Eu me mato de acasalar com você e mais um monte para vocês terem filhotes e ovos o ano inteiro, eu não posso ser fiel a uma, seria suicídio".

  • "Você é um filho da puta que só pensa em pegar todas e ser o "queridinho" do fazendeiro, esperava mais de você".

  • "Pode esperar pra sempre! Eu estou cumprindo a minha obrigação que a natureza me deu ao me colocar nessa vida medíocre de trepar com todas e proteger a fazenda! Morrerei como todos aqui vão um dia também!"

  • "Eu achava que você me amava..., mas me enganei".

  • E essa... Ich, é mais uma das coisas que sou obrigado a ouvir de todas as galinhas, nunca é o bastante o que faço, morrerei sendo criticado por elas... Ich

  • Galo... Eu já sabia há algum tempo que, ich, você andava triste, mas não sabia que você sofria tanta pressão de suas esposas.

  • Esposas? Elas me odeiam! Ich, nunca me amaram de verdade, eu as salvei de vários outros predadores além de você e sou recompensado assim... Ich

O galo estava triste porque apesar de ser reconhecido por seu esforço pelo fazendeiro e outros animais, as suas esposas não eram muito compreensíveis e queriam fidelidade, algo impossível pra espécie do galo.

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  • Galo... Está tarde e acho melhor você voltar pra fazenda antes que o velho sinta sua falta.

  • Sim... Ich... Raposo... Ich

  • O que foi?

O galo se aproxima do raposo de uma forma muito mais intima do que já fez nesses anos de amizade.

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  • Eu não sabia...

  • O que?

  • Como você é tão lindo com essa sua pelagem macia…

Nesse momento, Raposo ficou vermelho de vergonha por um elogio tão... Inesperado.

  • Verdade?

Repentinamente o galo beija a boca da raposa e por estarem "bêbados", esse beijo demorou 3 segundos até que ambos se dessem conta do que aconteceu.

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  • Me desculpe! Ich, eu não deveria...

  • Tudo bem... Eu entendo...

  • Eu preciso voltar... Desculpe! Ich

O galo foi embora. A raposa apesar de estar ainda sob efeito de álcool, ela conseguia entender o que acabou de se passar ali... Um desejo proibido que ambos negaram por muitos anos a si mesmos.

_ _

  • Galo... Eu também te amo…

Fim do Flashback


3 dias depois do início da história


O fazendeiro estava preparando o caminhão, pois ele ficaria fora durante 1 dia para resolver problemas pessoais e estava preparando a casa e deixando tudo arrumado pra quando voltasse, continuasse com seu trabalho.

_ _

Antes de partir, ele verificou o celeiro e viu que o galo estava de prontidão como sempre fazia.

_ _

  • Galo, eu vou ficar fora durante 1 dia, por favor, proteja a fazenda durante minha ausência.

Apesar de não poderem se comunicar, o galo entendia os comandos e fazia sinais visuais que o fazendeiro entendia que ele entendera o que ele falava.

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  • Você é o meu orgulho galo. Prometo recompensar você quando eu voltar.

O fazendeiro terminou de colocar sua mala de roupas no caminhão, deu partida no motor e foi saindo da fazenda e se distanciando até que o silêncio reinasse no lugar.

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  • Tenha uma boa viagem senhor…

Várias horas do dia se passaram e nada anormal aconteceu na fazenda, a rotina não costuma ser a mesma quando os animais ficam sozinhos, mas o galo fazia o que podia para passar o seu tempo, caminhando pelas fronteiras do terreno, olhando o galinheiro, vendo se os outros animais estavam precisando de ajuda.

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Perto do início da noite


  • Que tédio... Nada diferente aconteceu hoje... Desde aquele dia... O raposo não voltou mais a fazenda... Sinto falta das nossas falsas brigas...

Quando o galo estava voltando da última patrulha na fazenda, ele percebeu uma cauda familiar muito felpuda balançando atrás de uma das montanhas de feno que tinha dentro do celeiro... Para sua surpresa e espanto...

  • Olá galo!

  • Raposo!? O que você está fazendo aqui?

  • Eu vim visitar um amigo meu que tenho muita consideração.

  • Você é louco? Se o fazendeiro te pegar aqui ou os animais como vou explicar isso?

  • Não se preocupe, eu já tomei as providências para garantir que não seremos incomodados essa noite.

  • Providências?... O que você fez?

  • Nada demais. Só coloquei remédio pra dormir na comida e água de todos os animais sem que eles percebessem gosto nenhum. Provavelmente só vão acordar bem mais tarde amanhã.

  • Você o que? Mas como? E porque eu não vi nada?

  • Ah galo... Você não deveria subestimar seu inimigo natural... Esqueceu que sou uma raposa?

  • hmmm, certo... Mas qual a razão disso tudo?

  • Nunca tivemos a oportunidade de conversarmos em paz e quando fiquei sabendo que o fazendeiro faria uma viagem, planejei esse dia como uma grande oportunidade de terminarmos a nossa conversa inacabada.

Galo tentou disfarçar, mas ele ficou vermelho de vergonha porque achava que o raposo tinha esquecido do que tinha acontecido naquele dia que ficaram bêbados.

  • E para a ocasião, trouxe um vinho que consegui da adega do seu dono há muitos meses sem ele perceber.

  • Você sabe que não pode roubar as coisas do meu dono.

  • Relaxa, foi uma garrafa que ele nem deu falta, não vai te causar problemas, eu prometo.

  • Ok...

  • E trouxe um pouco daquele queijo que sei que seu dono é especialista em preparar.

  • Raposo... Seu larápio...

  • Ah, ah, ah, senta aqui comigo e aproveita o momento, ou você tem algo importante pra fazer?

  • Bem... Na verdade não...

  • Então aproveita a noite que só está começando!

Ambos passaram horas conversando, comendo e bebendo as coisas que raposo "roubou" da dispensa da fazenda. Mas o galo já estava tão cansado dessa pressão toda de cuidar 24 horas da fazenda que ele decidiu ceder ao poder de persuasão do raposo.

  • Raposo, ich...

  • Sim?

  • Eu... Não sei se deveria perguntar... Você não ficou muito feliz em mencionar o incidente na última vez...

  • Ah... Você quer... Falar disso?

  • Eu estou preocupado com você desde que vi você chorando naquele dia... Por favor... Me conte o que você está sentindo... Se abra pra mim...

  • Ahmmm... Tudo bem...

Flashback

  • Filho, eu e sua mãe vamos trazer comida pra você. Fique escondido na toca e não saia de jeito nenhum.

  • Tudo bem pai!

Há muito tempo atrás, os pais de raposo foram tentar roubar comida na mesma fazenda onde o galo nascera, mas ele era filhote nessa época e a fazenda era vigiada por um vigia noturno contratado pelo fazendeiro para proteger o gado que na época seria vendido.

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Os pais de raposo invadiram o galinheiro tentando conseguir uma presa para eles e seu filhote, o vigia escutou o barulho da confusão e foi atrás ver o que tinha acontecido. O chão do galinheiro estava com sangue de uma das galinhas abatidas e isso gerou a fúria do vigia pois temia ser demitido pelo seu patrão. Determinado a pegar quem fez aquilo, o vigia foi atrás dos pais de raposo e como a propriedade era grande, o vigia conseguiu avistá-los antes de se esconderem no matagal.

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O vigia apontou sua espingarda e disparou um tiro que feriu gravemente a mãe de raposo.

  • Ai!

  • Querida! Não!

  • Fuja! Ele vai matar você!

  • Esse filho da puta! Eu vou te matar! Ggggrrrrrr

O pai de raposo ficou cego pelo ódio e foi em direção ao vigia para matá-lo... Mas quando estava quase perto dele... Outro tiro foi disparado...

  • O que aconteceu?

  • Senhor! Eu abati 2 raposas que mataram uma das galinhas.

  • Você o que? SEU IDIOTA!

O vigia ficou surpreso com a repressão do patrão, pois acreditava que ele fez o correto.

  • Aqui tem uma área de proteção ambiental seu idiota! Eu não posso matar os animais selvagens sem sofrer punição dos órgãos ambientais! Seu trabalho era relatar o que aconteceu e não abrir fogo contra os animais! Olha o que você fez! Sujou minha fazenda com sangue desses animais que só queriam sobreviver! Deveriam estar há dias sem comer, por isso atacaram o galinheiro.

  • Me desculpe senhor, eu estava cumprindo minha obrigação...

  • Sua obrigação era evitar que o gado fosse roubado por ladrões! Isso aqui... Não foi obrigação... Está despedido.

  • Mas senhor...

  • Se der mais uma palavra, eu denuncio você a polícia ambiental. FORA!

Quando o vigia foi embora, o fazendeiro pegou os corpos dos pais de raposo e os enterrou perto do canteiro das plantas. Apesar do fazendeiro não gostar dos animais selvagens roubando seus animais pra comer, ele entendia porque isso era inevitável e tentava ao máximo espantar os invasores com tiros para o alto ou qualquer outra coisa que funcionasse.

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O fazendeiro ficou muito sentido, porque não era uma coisa agradável de se ver ou fazer... E ele começou a suspeitar que por ser um casal, o seu maior temor poderia ter se concretizado.

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Na manhã seguinte, o fazendeiro limpou o sangue que estava no galinheiro e tirou todos os vestígios do que ocorreu ontem à noite. Depois disso, foi andando pelo matagal tentando seguir as pegadas das raposas e por fim, achou a toca onde o filhote do casal estava escondido. Ele estava dormindo e não percebeu a presença do fazendeiro.

  • Meu deus. O casal tem um filhote...

O fazendeiro pegou da sua bolsa alguns pedaços de carne e deixou perto da entrada da toca para que a raposa sentisse o cheiro e fosse comer. O fazendeiro foi embora.

  • Hmm... Pai... Mãe...

O raposo percebeu que seus pais não voltaram da fazenda e que na entrada tinha carne que não era a que os pais costumavam trazer. Mas ele estava morrendo de fome e comeu elas antes de decidir procurar seus pais no último lugar que disseram que estariam e não voltaram.

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A raposa foi andando escondida pelo matagal e entrou na fazenda sem ser vista.

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Quando chegou perto da casa do fazendeiro, ele viu outra pessoa conversando com ele...

  • A partir de hoje, você está dispensado de seus serviços.

  • Eu sinto muito senhor... Eu não queria ter matado aquelas 2 raposas-

  • Cale-se! Não queria, mas matou e agora eu vou ter que limpar a merda que você fez.

  • Não tem nada que eu possa fazer?

  • Infelizmente não... E pra piorar, descobri que o casal tem um filhote escondido na mata.

  • Se eu soubesse...

  • É eu sei, mas você fez e não tem mais volta. Agora vai embora e se não quiser ir pra prisão, não diga uma palavra do que aconteceu aqui.

  • Sim senhor...

Quando terminou a conversa dos dois, raposo teve uma crise de choro e saiu correndo, mas acabou trombando com o galo que era filhote igual ao raposo na época.

  • Ai!

  • Cuidado por onde anda!

  • Meus pais... Eles estão...

  • O que acont-

  • BBBUUUUAAAAAAA!!!

Tomado pelo ódio e pela tristeza, raposo abandonou a fazenda e jurou que um dia voltaria para vingar a morte de seus pais.

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Os anos foram se passando e quando raposo atingiu a idade de caçar, ele não desistiu de atormentar o fazendeiro quase todos os dias. Mas nessas idas e vindas, o galo sempre estragava seus planos de vingança.

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Mas um dia, eles se confrontaram sem que ninguém soubesse.

  • Galo Maldito! Por que você me atrapalha?

  • Eu tenho a obrigação de defender essa fazenda, não posso deixar você fazer nenhum mal a ninguém.

  • SEU DONO MATOU MEUS PAIS! E VOCÊ ME NEGA O DIREITO DE VINGANÇA?

  • EU LAMENTO MUITO A SUA PERDA! MAS NÃO É JUSTO TAMBÉM EU PERDER MEU DONO!

  • FILHA DA PUTA... Se você não vai sair do meu caminho, então terei que te MATAR! GGGRRRR

Ocorreu uma luta muito complicada entre os dois, enquanto o raposo partia para o ataque, o galo tentava se defender esquivando e arranhando o raposo com as unhas de seus pés tentando infringir golpes. Era uma luta óbvia de quem iria sair vencedor...

  • Aahhhhh!

  • Te peguei saco de penas!

  • Me solta!

  • Prometo que diferente dos meus pais... Serei misericordioso na sua morte.

  • Grr, que merda... Então é assim que vai acabar?... Vamos acabar logo com isso...

  • Não vai implorar por sua vida?

  • Estou com medo, não quero morrer..., mas se tiver que ser assim pra dar um fim nesse seu ódio sanguinário, estou disposto a morrer.

O galo fechou os olhos e virou o rosto para que a mordida do seu oponente fosse certeira... Alguns segundos se passaram e o galo começou a sentir lágrimas caírem no seu rosto e o raposo não conseguia parar de chorar.

-...

  • Me deixe levantar...

  • Meus pais... Sinto tanta falta deles...

  • Eu... Sinto muito por sua perda... Sei que nada que eu disser vai aliviar seu sofrimento..., mas você me permitiria mostrar uma coisa?

  • O que seria?

  • Algo que acho que meu dono e eu devemos a você...

O galo levou raposo até a fazenda no lugar onde o fazendeiro enterrou os pais de raposo. Muito tempo já tinha passado e hoje tinha lindas flores no local onde tinha poucas ou quase nenhuma.

  • Bem, o que você queria me mostrar?

  • Está vendo esse lugar onde as plantas estão?

  • O que tem?

  • Meu dono... Apesar de parecer mau... Ele sofreu pela morte de seus pais... Tanto que ele enterrou seus pais nesse campo de flores como um pedido subconsciente de desculpas pelo que aconteceu...

  • O que?... Os meus pais... Estão aqui?

  • Sim...

Raposo ficou tão emocionado que começou a chorar na terra das flores onde seus pais foram enterrados. Galo se sentindo culpado, tentou consolar o seu inimigo natural.

  • Se quiser que eu vá embora, eu vou.

  • Não... Por favor... Fique comigo...

Raposo e o galo nem se deram conta que estavam se abraçando e raposo chorando em seu ombro tentando diminuir a dor do sofrimento.

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Nos dias seguintes, galo acompanhava raposo nas suas visitas ao lugar onde estavam enterrados os seus amados pais. O tempo foi passando e no lugar da dor e do sofrimento, começou a nascer uma amizade e respeito entre eles, raposo estava abandonando aos poucos a ideia de vingança até finalmente esquecer dela.

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E desde então, raposo fazia visitas de propósito a fazenda como desculpa para ver o galo ou conseguir escondido pegar comida e coisas da casa do fazendeiro sem ele perceber.

Fim do Flashback

  • Sabe galo... Eu tenho muito que agradecer a você pelo que fez por mim...

  • Eu não achava justo ver você sofrendo daquele jeito, eu queria te ajudar... Mas só depois de muito tempo que eu descobri o que aconteceu de verdade com seus pais.

  • E por causa disso, tenho uma dívida impagável com você galo...

O clima começou a esquentar um pouco, ambos estavam bêbados, tinham comido quase todo o queijo e estavam relaxados... Até demais...

  • Galo...

  • O que é raposo?

  • Me deixe retribuir todo bem que você me fez até hoje começando com algo simples...

  • E o que seria?...

-...

Raposo se aproximou devagar do galo e entregou a ele uma das rosas que ele pegou do campo de flores.

  • Raposo... Eu...

  • Sabia que você fica atraente quando está vermelho? E parece que você está mais do que... Envergonhado... Rs

O galo não conseguia mais esconder a sua atração pelo raposo, pois foi revelada através da ereção que ele começou a ter junto com um pouco de pré-cum.

  • Estou com vergonha...

  • Calma galo... Nós somos amigos ou não somos?

-Sim..., mas eu...

Repentinamente sem avisar, raposo pega a mão do galo e a coloca sobre as suas bolas peludas.

  • Raposo! O que-

  • O que você sente ao acariciar minhas bolas de raposa macho?

  • Eu... É que... Elas... São bonitas de se tocar...

  • Isso... Explore à vontade com calma, não tenha vergonha.

Galo estava confuso com uma situação que ele nunca se deparou, ele nunca teve uma experiência assim com nenhum macho, pois achava que só tinha olhos para as fêmeas de sua espécie.

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Mas a curiosidade começou a fazer ele querer saber mais o que o raposo queria oferecer a ele...

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As bolas de raposo eram peludas e bem macias, galo estava gostando de ter a chance de tocar nelas.

  • Galo...

  • Sim?

  • Estimule devagar a minha bainha.

  • Você diz... Essa parte envolvendo seu pênis?

  • Sim... Você vai gostar de ver o que vai acontecer.

Galo estava gostando muito daquela sensação, aquele clima, essa proximidade com o raposo que era algo muito novo pra ele...

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Curioso, ele começou a estimular a bainha do raposo... Ele começou a gemer um pouco, parecia estar gostando dos toques...

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Depois de uns segundos, o pênis de raposo ficou completamente exposto.

  • Raposo... Esse é...

  • Gostou do que viu saco de penas? Rs

  • Eu não sabia que o seu... Era assim...

  • Quer que eu te mostre como as raposas acasalam?

-...

Galo ficou mais envergonhado ainda, mas ele não queria parecer ingrato depois de ir tão longe.

  • Me mostre.

  • Com prazer. Rs

Raposo deitou o galo numa pilha de fenos que servia como cama para os dois e começou a beijar o galo na boca.

_ _

Galo estava gostando do amor que seu "antigo inimigo" estava lhe dando, era quente e muito bom a sensação.

_ _

Enquanto se beijavam, raposo esfregava seu pênis junto com o do galo que não parava de soltar pré-cum, era um bom sinal de que ele estava gostando e não estava mais incomodado com tudo aquilo.

  • Agora vem o prato principal, Rs.

  • Como?

Raposo levantou as pernas do galo pro alto e as abriu pro lado para ter uma vista privilegiada da bunda do seu parceiro.

  • Sabia que você tem uma bundinha linda? E também... Apertadinha.

Galo ficou todo vermelho e cheio de vergonha com os comentários do raposo, parecia que ele sabia como deixar ele sem jeito e mais receptivo.

  • Me diz galo... Você é virgem?

  • O que?

  • Vamos ver...

Raposo começou a estimular com um dos dedos a bunda do galo e o resultado foi surpreendente.

-Ahhh... Ahhh... Que coisa boa...

  • Rs, você serve mesmo pra ser passivo.

  • Cala a boca seu bobo!

  • Será que você aguenta... Isso?

Galo começou a ver raposo pressionando devagar aquele pênis grande e com um nó de dar inveja a qualquer outro macho em sua bunda.

  • Raposo... Vai doer?

  • Talvez um pouco..., mas eu prometo que vou devagar e vou aumentando o ritmo aos poucos até você se sentir confortável.

  • Raposo...

  • Sim galo?

  • Quero que coloque todo seu nó em mim...

  • Como quiser, meu amigo, Rs

Raposo começou a penetrar com calma a bunda do galo, era quente e apertada. Galo sentiu um pouco de desconforto no início, mas conforme raposo ia fazendo movimentos pra frente e para trás, a dor foi se extinguindo dando lugar ao prazer.

_ _

Raposo aos poucos foi aumentando a velocidade.

  • Ah, Ah, Raposo...

  • Sim?

  • Muito... Obrigado...

Raposo ficou mais excitado ainda e começou a colocar todo seu pênis dentro do galo, acabou que apenas o nó ficou de fora.

  • Eu estou... Quase lá galo...

  • Sim! Vai com tudo...

Sem esperar isso de seu parceiro, galo fechou suas pernas atrás de raposo fazendo ele ir pra frente e colocar todo o seu nó dentro da bunda do galo. Não tinha mais volta...

  • Ah... Ah... Eu vou... Vou gozar...

  • Eu também... Aaaahhhhhh!

  • Grrrrr-... Ahhhhhhhh!

Raposo e galo acabaram gozando juntos, mas pelo fato de raposo ser maior, ele soltou uma quantidade boa de esperma dentro do seu amigo galo, tanto que uma parte até saiu de dentro dele.

  • Ah... Ah... Ah...

  • Estou exausto...

  • Eu também...

  • Galo... Você gostou?

  • Sim! Foi muito mais do que eu merecia. Muito obrigado raposo...

Galo puxou raposo pra cima dele e o beijou, depois disso eles precisaram ficar um tempo presos um no outro enquanto o nó do raposo não diminuía de tamanho.

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Mas a sensação era boa, galo sentia o nó do raposo latejando dentro dele.

20 minutos depois...

  • Acho que agora posso tirar...

  • Tente tirar.

Raposo foi puxando devagar seu pênis pra fora do galo e quando saiu totalmente, uma boa quantidade de esperma começou a sair de dentro do galo.

  • Será que você terá um filho meu? Rs

  • Palhaço! Rs Rs Rs

  • Nossa, você me deixou surpreso galo. Eu não achei que você aguentaria.

  • Eu também não acreditei..., mas agradeço por ter confiado em mim raposo...

  • Galo...

Depois de um tempo, eles pegaram um pouco de água de um dos bebedouros da fazenda e se lavaram para tirar toda a sujeira que fizeram e que estava neles.

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Quando estava quase amanhecendo, era hora de o raposo ir embora antes que todos acordassem ou o fazendeiro chegasse.

  • Galo... Eu preciso ir...

  • Mas raposo... Vamos nos ver de novo?

  • Sempre meu querido saco de penas, sempre, Rs.

Raposo foi embora, mas galo não queria que aquela noite fosse só a única ou um momento, então ele começou a pensar em maneiras de tornar aquele momento especial em algo mais duradouro...

2 semanas depois

Galo terminou de fazer sua ronda na fazenda e decidiu ir na floresta procurar raposo.

_ _

Chegando perto da toca do raposo...

  • Galo...

  • Raposo...

  • Perdeu o medo? Aqui não é seu território.

  • Eu não tenho medo de você.

  • É o que veremos.

Raposo e galo foram se aproximando com aquela postura de luta. Quando estavam pertos o suficiente do outro, raposo deu uma lambida na boca do galo.

  • Como você tá meu amigo?

  • Estou bem. Mas senti sua falta esses dias na fazenda.

  • Decidi parar de invadir o local. Não tenho mais razão pra fazer isso.

  • Eu trouxe algo pra você...

  • O que é?

Galo pegou uma garrafa de vinho da adega do fazendeiro sem ninguém ver e trouxe pra toca do raposo como um presente.

  • Você roubou isso? Rs

  • Não! Eu... Peguei emprestado...

  • Ah, ah, ah, você mudou galo...

  • Talvez um pouco...

  • Me diz... Quer... Que eu te "encha" de novo? Rs

  • Sim... Eu quero...

  • Então vamos entrando Galo, o dia só está começando.

  • Raposa estúpida.

  • Rs Rs Rs.

E assim, se encerra uma história de amor improvável e proibido entre duas espécies que são rivais, mas que no final deixaram suas diferenças de lado para dar lugar a paz e ao amor.



FIM